Lembro-me como se fosse ontem.
Tinha 9 anos, era Agosto, estava de férias.
Comi o nestum de mel e fui até à sala, onde os meus país se espantavam com o tamanho da labaredas.
Estavamos a 25 de Agosto de 1988 e o chiado estava a arder.
15 minutos depois estavamos a bater à porta de casa da minha avó, onde alegremente passavamos os dias das férias de verão.
Ao chegar demos a notícia, a Avó não queria acreditar
Os locais onde tinha passado a sua juventude, corriam o risco de desaparecer para sempre.
Aquelas imagens ficaram-me para sempre na memoria, Bombeiros na Rua Nova do Almada, os armazéns ao fundo, sem interior, as lagrimas, o cheiro a queimado ao contrário dos Armazens do Chiado, do Grandela, que nunca conheci.
Depois seguiu-se a lenta reconstrução que demorou bem mais do que o previsto e também a vida foi regressando aos poucos ao chiado
[foto gamada aqui]