vinte

Lembro-me como se fosse ontem.

Tinha 9 anos, era Agosto, estava de férias.

Comi o nestum de mel e fui até à sala, onde os meus país se espantavam com o tamanho da labaredas.

Estavamos a 25 de Agosto de 1988 e o chiado estava a arder.

15 minutos depois estavamos a bater à porta de casa da minha avó, onde alegremente passavamos os dias das férias de verão.

Ao chegar demos a notícia, a Avó não queria acreditar

Os locais onde tinha passado a sua juventude, corriam o risco de desaparecer para sempre.

Aquelas imagens ficaram-me para sempre na memoria, Bombeiros na Rua Nova do Almada, os armazéns ao fundo, sem interior, as lagrimas, o cheiro a queimado ao contrário dos Armazens do Chiado, do Grandela, que nunca conheci.

Depois seguiu-se a lenta reconstrução que demorou bem mais do que o previsto e também a vida foi regressando aos poucos ao chiado

[foto gamada aqui]

This entry was posted on Tuesday, August 26th, 2008 at 4:36 pm and is filed under e xxx anos depois. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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